Quando foi a última vez que você esteve inteira no momento em que estava vivendo? No mês passado fui ao Congresso Wainer 2026 — já havia ido nas edições anteriores, 2024 e 2025. Mas dessa vez eu fui com um olhar diferente. Fui para viver o presente, para fazer conexões sem me preocupar se estava sendo inadequada, tagarela demais ou excessivamente reservada. Sem me preocupar se iam julgar a minha espontaneidade ou questionar minha competência como psicóloga. A relação entre viver o presente e ansiedade nunca foi tão clara para mim.
O estado de alerta que nos afasta do presente
Dessa vez, eu fui realmente para confrontar as caraminholas que tinha na cabeça sempre que estava em ambientes em que não conhecia ninguém. Isso sempre me privou de muita coisa, inclusive no aspecto amoroso. Sentia que as pessoas não me conheciam realmente, muito porque eu não permitia.
Dessa vez eu fui sem pensar muito, sem ficar em alerta, só vivi o presente sem ficar pensando “e se” para qualquer fala ou atitude.
A tentativa de controlar o incontrolável
Muitas vezes, na tentativa de não repetir experiências ruins do passado, nossa mente busca controlar todo e qualquer sinal para que essas vivências não se repitam. O que nos deixa em alerta.
Mas esse estado dificulta viver o presente e fazer conexões, já que não estamos realmente ali no momento. Estamos tão preocupados tentando controlar tudo que, paradoxalmente, isso nos aproxima mais do que estamos temendo que aconteça:
- O medo de ser julgado
- A possibilidade de não se conectar
- O receio de não se sentir pertencente
O paradoxo da ansiedade social
Esse é um dos paradoxos mais dolorosos da ansiedade social: quanto mais você tenta controlar a impressão que causa, menos presente você fica. E quanto menos presente, menos conexão genuína acontece. E quanto menos conexão, mais você reforça a crença de que “não pertence”.
Uma psicóloga pode te ajudar a interromper esse ciclo.
O caminho para estar inteira no presente
Com o acompanhamento terapêutico, você pode aprender a:
- Identificar quando o estado de alerta está te afastando do momento
- Reconhecer os pensamentos automáticos que te mantêm presa ao “e se”
- Desenvolver recursos para se ancorar no presente
- Se permitir conexões sem a necessidade de controlar tudo
Quando foi a última vez que você esteve inteira no momento em que estava vivendo? Se essa pergunta ressoou com você, agende sua sessão inicial. Vamos juntas construir uma relação mais presente e menos vigilante com a sua vida. 💙

